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“”O Senhor Paulo Bortoluzzi, filho da bella culta Itália, trouxe para o Brasil algo de precioso. Sua personalidade, sua bondade seu espírito de cidadão italiano e seu interesse pelo bem estar dos imigrantes italianos. Foi, para os imigrantes, um pai dedicado, um conselheiro seguro, um amigo fiel na alegria e no sofrimento.””

(Irmã Maria Jacinta Susin)


     Paolo Bortoluzzi acalentava o sonho de um dia poder ter padres e irmãs em Vale Vêneto, pois os colonos vindos do norte da Itália eram profundamente religiosos e não se conformavam em viver sem padres e irmãs. Paolo Bortoluzzi queria padres para ter a assistência religiosa e irmãs para educar e formar as crianças e jovens.
     Paolo Bortoluzzi preocupado com a segurança de Vale Vêneto, convocou uma assembléia, reuniu aproximadamente 200 homens para discutir e estudar os problemas, já que o delegado de Santa Maria não resolvia nada. Formaram uma comissão e foram a Porto Alegre, solicitar ao delegado provincial que necessitavam de segurança em Vale Vêneto. Na ocasião desta viagem, aproveitaram e foram ao secretário do bispo para solicitar um novo sacerdote para atender a localidade. Então, o Conselho Geral dos Padres Palotinos enviou um representante para analisar as necessidades do povo e introduzir na localidade uma ordem palotina. Surgiu o problema de quem pagaria as despesas para a vinda dos padres? Novamente o dedo de Paolo Bortoluzzi.
     Então no dia 24 de julho de 1886 chegaram em Vale Vêneto dois padres: Pe. Jacó Pfandler (suíço) e Pe. Francisco Xavier Schuster (alemão). Uma recepção muito calorosa para os Palotinos, onde aproximadamente uns 100 cavaleiros fizeram o cortejo aos padres que foram saudados com tiros de espingardas e trabucos. Esta data marcou profundamente a história Palotina no Brasil e na América Latina. A partir de então, a 1ª casa Palotina na América e a 10ª no Mundo fundada em 1892.
     O seminário iniciou junto a casa canônica, porém, com o passar do tempo, com o crescente número de seminarista tornava-se necessário a construção de um prédio maior. Foi quando Paolo Bortoluzzi prontamente ofereceu um terreno de sua propriedade, que e o dia 2 de fevereiro de 1922 foi a data de lançamento da pedra fundamental. Este mérito não podemos deixar de elevá-lo a Paolo Bortoluzzi (O PATRIARCA) e seus pioneiros da imigração.
     Com a chegada dos padres palotinos em Vale Vêneto, a comunidade, com muita dificuldade, em tempos escassez, iniciou a construção da atual igreja. A pedra fundamental foi lançada em um terreno doado por Paolo Bortoluzzi. Iniciaram a construção da igreja, com pedras de basalto, pedras roliças e barro, porém, quando a igreja alcançava 8 metros de altura, ocorreu um deslizamento provocado por intensas chuvas. Com este fato, os colonos decidiram construir a Igreja com tijolos feitos por eles mesmos.
     A igreja destacou-se pela sua beleza de construção para época, quando o povo de Vale Vêneto foi presenteado, em seu sacrifício, por uma mulher, a maior benfeitora da Missão dos Palotinos no Brasil, Dona Giorgia Maria Augusta, condessa inglesa de Stehpoll, fez doações, como: 3 mil liras, o sacrário de bronze dourado, dois paramentos e outros objetos. Porém a maior doação foi de um sino de bronze, que pesa 1200 quilos, que foi fundido em Paris. Ela fez um único pedido: que a igreja fosse dedicada a Corpus Christi, como hoje é conhecida.
     Sua construção durou 20 anos e sua inauguração se deu no ano de 1907 e a consagração no dia 12 de dezembro de 1909, sendo a sua torre inaugurada no dia 7 de setembro 1922.
     Paolo Bortoluzzi, com a chegada dos padres, interessou-se em trazer as irmãs. Enviou cartas para a Madre Superiora em Porto Alegre, relatando o motivo de abrir uma casa em Vale Vêneto, oferecendo uma casa de sua propriedade, por alguns anos sem nenhuns réis de aluguel até que a madre construísse um convento no lugar que achasse mais conveniente em suas terras.

“”Senhor Paulo Bortoluzzi e Dona Stella Furlan, lá do Céu onde estais, lembrai-vos dos vossos múltiplos descendentes que transitam por este mundo de Deus e pedi ao Bom Jesus que os conserve fieis na Fé Cristã. Rogai também, pelo povo valeventense.
Vale Vêneto, parcela do Céu, alegra-te porque teus fundadores foram pessoas distintas, virtuosas e almas de escol.””
(Irmã Jacinta Maria Lusin)


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