| |
A família Bortoluzzi
de Nova Veneza, SC, é originária de
Soverzene, província de Belluno, região
Veneto, Itália. Soverzene é uma pequena
localidade com uma população de, aproximadamente,
600 pessoas, situada nos contrafortes dos Alpes.
Na mesma região situam-se inúmeras
pequenas localidades como Soverzene. Na
segunda metade do Século XIX, entre as
famílias que imigraram da Itália
para cá em 1877, estavam os Bortoluzzi
que foram para o sul de Santa Catarina.
Eram
eles: Bortolo Bortoluzzi, sua mulher Antonia de
March e os filhos Giovanni e Giuseppe. Antonia
veio grávida do terceiro filho: Humberto,
que aqui nasceu poucos dias após a chegada,
sendo o primeiro filho de imigrantes italianos
nascido no sul de Santa Catarina.
A
família Bortoluzzi se localizou, primeiramente,
em Azambuja. A 30 Km dali, em 1891, foi fundada
a Colônia de Nova Veneza, tendo para lá
se transferido a família, onde os três
filhos casaram e constituíram família,
se dedicando ao ramo da indústria de produtos
suínos (salame, socol, carne de porco salgada,
banha de porco, torresmo, entre outros) como também
ao ramo de beneficiamento de cereais e de madeira
trazida “da serra”, localidade de
Silveira, onde os Bortoluzzi tinham muitos “milhões”
de campos com pinheiros.
Eles
estabeleceram, ainda, comércio de gêneros
alimentícios em geral, bebidas, implementos
agrícolas, fazendas e armarinhos, vestuário,
armas e munições. Este tipo de estabelecimento
chamava-se de “venda” sendo o supermercado
de hoje. Outras vendas foram abertas na região,
negociando produtos em toda a região sul
de Santa Catarina e inclusive para cidades de
outros estados (como Rio de Janeiro, Santos e
Recife) onde existiam escritórios dos Bortoluzzi.
A
firma chamada inicialmente de Bortoluzzi Irmãos
e mais tarde de Indústria e Comércio
Bortoluzzi S.A., fundada no início do século
XX, cumpriu a sua missão até a década
de 1960, contribuindo para o progresso e desenvolvimento
de Nova Veneza e proporcionando à família
status econômico-social capaz de alavancar
um aprimoramento intelectual significativo de
seus descendentes hoje, pode-se dizer que a família
é constituída por um número
significativo de profissionais liberais, não
faltando os que se dedicam a
profissões do comércio e indústria
e que têm grande destaque como a Cerâmica
Itagres, de Tubarão, e Unifertil, de Porto
Alegre.
As
famílias Bortoluzzi de Nova Veneza, Brasil,
e de Soverzene, Itália, sempre tiveram
um canal aberto de comunicação.
Durante os últimos anos do século
XIX e primeiras décadas do século
XX muitas foram às trocas de correspondência
e a prova disso são as muitas cartas guardadas.
Em
1968, Sergio Bortoluzzi foi o primeiro componente
da família Bortoluzzi de Nova Veneza a
visitar os parentes na cidade de Soverzene, na
Itália, iniciando, assim, uma nova fase
de comunicação entre as duas famílias.
Muitos foram os que lá depois estiveram,
sendo a ligação cada vez maior com
o comparecimento deles ao II Encontro da Família
Bortoluzzi em 1997 e com o comparecimento de Bortoluzzi
brasileiros na Itália a um casamento em
2002. Também a comunicação
se dá hoje através de telefonemas
e correspondência eletrônica via e-mails
que proporciona uma maravilha da comunicação
imediata, de custo ínfimo, sem sair de
casa.
Temos
procurado promover encontros periódicos
de nossa família, sendo o primeiro em 1992,
o segundo em 1997 e o terceiro em 2002. Através
destes encontros temos estreitado cada vez mais
nossos elos de parentesco, de fraternidade e de
amizade, ao mesmo tempo em que nos divertimos,
relembramos o passado, vivemos todos juntos algumas
horas do presente e fazemos planos para nos reunirmos
mais freqüentemente.
Também
procuramos estreitar relacionamento com as famílias
Bortoluzzi oriundas de outros troncos, residentes
em Santa Catarina e em outros estados tendo contato,
por exemplo, com a grande família Bortoluzzi
de Santa Maria, liderada pelo vibrante pesquisador
e escritor, Padre Clementino Bortoluzzi Marcuzzo,
e com as famílias de Xanxerê e Chapecó.
Depois
de 1998, com o Encontro Bortoluzzi de Santa Maria,
em Vale Vêneto, nos encontramos novamente
agora, em outubro de 2002, em nosso terceiro encontro,
com a presença de uma grande comitiva de
Santa Maria em Santa Catarina, comandada pelo
incansável Tomaz Bortoluzzi.
Esperamos
poder participar de um encontro da família
que acontecerá no estado do Espírito
Santo, cuja líder é a escritora
e tradutora juramentada Sra. Nerina Bortoluzzi
Herzog. Para o ano que vem, já temos a
notícia da realização de
outro encontro em Santa Maria.
Esperamos
que nos próximos encontros possam estar
presentes todos os troncos da família Bortoluzzi
do Brasil e, quem sabe também, da Itália
e de outros países. Assim estaremos nos
sentindo sempre mais próximos, ampliando
nossas amizades e, por que não dizer, o
nosso parentesco. Como disse Tomaz Bortoluzzi
(Santa Maria), em nosso encontro, “o
que interessa é que nós queremos
ser vossos parentes e vocês querem ser nossos
parentes”.
| Não
nos dispersemos jamais: |
Unione
Amicizia
Fraternità.
Bortoluzzi vicini e lontani
mai soli.
Sergio Bortoluzzi
Criciúma
– SC nov / 2002
|
|
|